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Os 5 Montes: Estudo

Quem poderá subir o monte do senhor?

Quem poderá entrar no seu Santo lugar?

Aquele que tem as mãos limpas e o coração puro, não recorre aos ídolos nem jura por deuses falsos. Salmo 24-3e4

São muitos os montes que nos deparamos no decorrer de nossa vida cristã. Gostaria de dividir com as irmãs alguns destes montes:


1. Monte Ararate – Recomeço, fim de um tempo início de outro, novidade de vida, oportunidade.

“E, no décimo sétimo dia do sétimo mês, a arca pousou nas montanhas de Ararate.”

Gênese 8-4

Por muitos dias Noé e sua família vagaram por grandes tempestades e turbulentas correntezas, porém, o Senhor os guardava dentro da arca em segurança, pois eram escolhidos de Deus e obedientes. Erramos assim quando estávamos vivendo no mundo sem conhecer a Jesus. Vivendo de um lado para outro em meio às dificuldades buscando segurança em coisas e pessoas, tornando-nos vulneráveis a todos os males que existem no mundo. Quando nos encontramos com Jesus nos deparamos com o Monte Ararate que representa uma nova chance de recomeçar uma nova vida, dando adeus à velha criatura (com o batismo), e tendo assim a oportunidade de viver uma vida em cristo e para cristo, com isso estabeleceu DEUS uma aliança com Noé e sua família.

“Toda vez que o arco íris estiver nas nuvens, olharei para ele e lembrarei-me da ALIANÇA ETERNA entre Deus e todos os seres vivos de todas as espécies que vivem na terra. “Gênese 9-16

2. Monte Moriá – Sacrifício, oração, provação.

Então disse Deus: Tome seu único filho, Isaque, a quem você ama e vá para a região de Moriá. “Sacrifique - o ali como holocausto num dos montes que lhe indicarei.” Abraão demostrou sua obediência e confiança em Deus, principalmente que o a, amor pelo seu DEUS estava acima de tudo, chegando a entregar seu filho em sacrifício.

Quando iniciamos nossa caminhada com cristo deixamos para traz muitas coisas; e abrimos mão de coisas que já não tem mais tanto valor. Estar na presença de DEUS e nos tornar dependentes Dele a cada dia passa a ser prioridade em nossas vidas. Levando-nos a um período de muita oração e intimidade com Deus. Passamos por muitas provações, mas vencemos todas em cristo Jesus e assim somos provados e aprovados pelo Senhor Deus todo Poderoso. E entendemos que Ele é provedor de tudo que precisamos. Buscamos depender mais e mais Dele declarando nossa confiança naquele que foi, é, e sempre será.

“Respondeu Abraão: Deus mesmo há de prover o cordeiro para o holocausto, meu filho”. E os dois continuaram a caminhar juntos.

3. Monte Sinai – Consagração, santificação, busca de instrução.

“Disse o Senhor a Moisés: Suba o Monte e venha até mim, e fique aqui, e lhe darei as tábuas de pedra da lei e os mandamentos que escrevi para instrução do povo”.

Êxodo 24-12

”E a glória do senhor permaneceu sobre o monte Sinai.”

Êxodo 24-16

”Moisés entrou na nuvem e foi subindo o monte. E permaneceu no monte quarenta dias e quarenta noites.”

Êxodo 24-18

Neste monte é o momento em que sentimos desejo de estarmos na presença do Senhor nos consagrando. Congregando, conhecendo e aprendendo a palavra. Passamos a entender que sem santificação é impossível agradar a DEUS. Buscamos na palavra o conhecimento e o ESPIRITO SANTO nos revela a vontade de DEUS para nossas vidas. Neste monte Moisés passou quarenta dias e quarenta noites... Aprendo que quanto mais tempo permanecer neste monte maior é a Glória de Deus na minha vida.

4. Monte Ebal – Adoração, comunhão, conhecimento, discernimento.

“Então Josué Construiu no Monte Ebal um altar ao senhor, o Deus de Israel.” Josué 8 -30

“... Sobre ele ofereceram holocausto de sacrifício e comunhão.” Josué 8 – 31

”Em seguida Josué leu todas as palavras da lei, a benção e a maldição, segundo o que está escrito no livro da lei.” Josué 8 – 34

No Monte Ebal aprendemos que quando estamos em comunhão e união com os irmãos juntos buscando a sua presença... Agradamos o seu coração. Entendemos neste monte que somos o altar do ESPIRITO SANTO, por isso devemos ter um vida correta na presença de DEUS, conhecendo e vivendo a sua palavra. Esta palavra nos traz sabedoria para atrair para nossas vidas as bênçãos do Senhor e discernimento para distanciarmos e rejeitarmos o que nos traz maldições. Aprendemos que a obediência às leis e mandamentos do senhor nos levam a salvação e vida eterna.

5. Monte das Oliveiras - Intimidade, Revelação.

“Tendo Jesus se assentado no Monte das Oliveiras, os discípulos dirigiram-se em particular e disseram: Dize-nos, quando acontecerão estas coisas”.

Quando acontecerão estas coisas

E qual será o sinal de tua vinda e o fim dos tempos. “

Mateus 24 – 3

Este é o Monte em que devemos permanecer, entendo que este monte representa o templo (IGREJA) onde Jesus esta se manifestando através do Espirito santo que nos ensina e nos revela grandes coisas a cada dia. E permanecendo na casa do Senhor que aprendemos como andar, agir, e pensar permanecendo sempre no centro da sua vontade.

“Jesus passava o dia ensinando no Templo, e ao entardecer, saia para passar a noite no Monte chamado das Oliveiras.”

Lucas 21- 37

È neste monte que recebemos a verdadeira luz (ESPIRITO SANTO) para enfrentarmos toda escuridão (SATANÁS) que nos deparamos todos os dias no mundo em que vivemos, ou seja, devemos permanecer firmados na casa de Deus (IGREJA).



“Queridos reflitam nesta hora... Qual monte você está”? Você estacionou em algum deles e desistiu de seguir em frente?

Quero dizer: Jesus é o único caminho que nos leva a DEUS. Não parem! Não desistam em meio às lutas (MONTES)! Ore! Clame! Adore!

Olhe para o alto... Jesus virá sobre os montes!

“EM AGUA PARADA NÃO SE CRIA PEIXES! MOVIMENTE-SE!”

Busque o fogo dentro de você mesmo.

Hoje Deus me levou a uma nova reflexão... Sobre algo que antes eu ja havia pensado mas novamente me vem a tona.
As vezes estamos em uma igreja, congregando ou apenas visitando e ficamos desanimados... com as pessoas, com os louvores, com a frieza do lugar, ou até mesmo com a forma da pregação... isso não é só na igreja, é em todo lugar, mas em nosso contexto quero focar neste aspecto.
Vejamos... Muitos dizem: "Irei tal dia naquela igreja, o pastor é uma benção, fogo puro, fala diretamente comigo."
Então fico pensando... como assim? As pessoas estão buscando o fogo? Buscando a benção? Sendo que Deus mesmo disse que era para a benção nos seguir e não nós a ela.
Queridos, o fogo, a unção e o poder de Deus esta sobre você, por uma atitude podemos atrair a presença de Deus para tão perto que até quem não esta sensível a Deus sentirá do poder dEle. É tão simples que complicamos. Uma vez ouvi que Cristo é uma liberdade simples, e realmente!
Estou no meu quarto, pego minha biblia e meu violão e lá faço um culto a Deus, lá eu louvo, escuto a palavra, sou ministrada e enchida. Não precisei de um altar com oferendas, palavras "estranhas' ou de rituais e cerimônias... objetos ou danças. Precisei apenas de um coração aberto e sincero. E é só oque Deus quer hoje. SÓ isso, porque o resto Ele faz, Ele tem poder suficiente para todas estas coisas. Você tem o dever somente de estar aberto ao agir dele. Quer cura? ele drá! Quer salvação? Ele concederá! Quer sua família liberta? Ele os libertará! Quer seu coração restaurado? Ele te dará um novo! Que vitória? Ele te fará amis que vencedor!
Apenas tome uma atitude de Davi! Depende de você. Única e exclusivamente de você.

As várias línguas

Amados, eu vi este estudo em um blog e pensei: Preciso postar no meu blog!
Sabe, este estudo é de uma riqueza de sabedoria e conhecimento para nós que fico maravilhada cada dia que passa com a imensidão de novas "descobertas" que podemos fazer no universo cristão. Deliciem esta maravilha de Deus. Aguardo comentários.
Leia com atenção.


Referência: 1 CORÍNTIOS 14:1-40

INTRODUÇÃO

· John Stott, o maior exegeta do século XX afirma que os dons são atuais, contemporâneos, úteis e necessários, visto que Jesus não mudou. O grande problema é a polarização: carisma sem caráter (dons sem fruto), caráter sem carisma (fruto sem dons), credulidade infantil-racionalismo cético, cessacionismo-confusão.

· Neste capítulo 14 o apóstolo Paulo vai tratar fundamentalmente sobre dois dons espirituais: variedade de línguas e profecia.



I. O DOM DE VARIEDADE DE LÍNGUAS

1. O ensino de Paulo sobre o dom de variedade de línguas

1.1. Quem fala em outra língua fala a Deus e não aos homens – v. 2
1.2. Quem fala em outra língua não é entendido, pois fala em mistério – v. 2
1.3. Quem fala em outra língua edifica-se a si mesmo e não à igreja – v. 4

1.4. Quem fala em outra língua não se torna entendido, por isso não edifica – v. 5-11
1.4.1. O exemplo dos instrumentos musicais – v. 7 (produz harmonia)
1.4.2. O exemplo da trombeta convocando para a guerra – v. 8 (prepara para a batalha)
1.4.3. O exemplo da conversação interpessoal ininteligível – v. 9-11(produz edicação)

1.5. Quem fala em outra língua não entende o que fala – v. 13-15 – A mente é importante e Paulo diz que o crente precisa usar sua mente em cinco áreas: na oração (v.15), nos cânticos (v.15), na ação de graças (v.16-17), na instrução (v.19) e no juízo (v.20).
1.6. Quem fala em outra língua não pode edificar os outros – v. 16-17
1.7. A variedade de línguas não é para pregação – v. 18-19 “Mesmo quando há interpretação, não se muda a natureza das línguas. Continua sendo palavra do homem para Deus e não palavra de Deus para o homem (profecia).
1.8. O uso errado do dom de variedade de línguas escandaliza os incrédulos – v. 23
1.9. O uso do dom no culto público precisa ser com ordem – v. 27-28
1.10. O dom de variedade de línguas não deve ser proibido – v. 39

2. Erros relacionados ao uso do dom de variedade de línguas

2.1. Dar mais valor a este dom do que aos outros – v. 5
2.2. Pensar que este dom é prova de espiritualidade abundante – 1:7; 3:3; 13:1
2.3. Pensar que este dom é o selo e a evidência do batismo com o Espírito – 12:13
2.4. Pensar que todos os crentes devem ter este dom – 12:30
2.5. Falar todos ao mesmo tempo em culto público – v. 27
2.6. Falar em estado de êxtase – v. 32
2.7. Falar em público sem interpretação – v. 2,5,9,11,13,16,27,28,40.
2.8. Pensar que a oração em línguas é superior à oração no vernáculo – v. 13-15

3. Recomendações do apóstolo sobre o dom de variedade de línguas

3.1. Não proibam que se fale em línguas – v. 39 – Paulo deu o seu testemunho pessoal (14:18). Só porque o dom está sendo mal usasdo, isto não significa que deve ser proibido. Os coríntios abusaram da Ceia do Senhor, mas a solução não foi deixar de celebrá-la. Dito isto, eles precisavam entender que “linguas” não era o melhor dom para edificar a igreja (14:19).
3.2. Em culto público, falar em línguas só com interpretação – v. 27-28 – A igreja de Corinto não tinha ordem no culto. Todos falavam ao mesmo tempo. As pessoas não entendiam e por isso não eram edificadas. Línguas tem três procedências: dom do Espírito; psiquê humana (extático), o diabo (1 Co 12:3).
3.3. Falar em línguas em particular tem o seu valor – v. 2,4,28

II. O DOM DE PROFECIA

1. O que é dom de profecia?
· Temos que fazer uma distinção entre o ofício de profeta no VT e NT com o dom de profecia hoje.

· Hoje não há mais profetas no sentido daqueles profetas primeiros, que se tornaram o fundamento da igreja (Ef 2:20), ou seja, instrumentos da revelação divina. O cânon da Escritura já está fechado.

· Hoje qualquer manifestação subsequente deste dom deve ser submetida à doutrina autorizada aos apóstolos e profetas (1 Co 14:37-38). BillybGraham fala: “Hoje Deus não revela mais verdade nova diretamente; a Bíblia tem uma capa posterior”.

· O dom de profecia é expor a verdade revelada de Deus conforme está registrada nas Sagradas Escrituras (Gl 1:8-9).

· O dom de profecia não está ligado a cargo ou posição. Todo crente pode profetizar (1 Co 14:1,5,31,39). Moisés também fez o mesmo (Nm 11:25-29).

2. O dom de profecia é segundo a proporção da fé

2.1. Esta fé é o conteúdo das Escrituras – Rm 12:6; 1 Pe 4:10-11; Judas 3
2.2. O dom de profecia precisa estar subordinado à autoridade apostólica – v. 37

3. Erros quanto ao exercício do dom de profecia

3.1. O dom de profecia não é extático – v. 29,31-33
3.2. O dom de profecia nunca é dado na primeira pessoa e sim na terceira pessoa. O profeta não fala “meu servo”, mas “assim diz o Senhor”.
3.3. O dom de profecia não está acima de julgamento da congregação – v. 29

4. O dom de profecia precisa ser provado

4.1. Glorifica a Deus? – 1 Pe 4:10,11
4.2. Está de acordo com a Escritura – 1 Pe 4:11
4.3. Edifica a igreja – 1 Co 14:3,4,5,12,17,26
4.4. O profeta se submete ao julgamento dos outros – 1 Co 14:29
4.5. O profeta está no controle de si mesmo – 1 Co 14:32
4.6. O que o profeta fala sucede 100%? – 1 Sm 9:6; Dt 18:22

5. Propósitos do dom de profecia

5.1. Fala aos homens para a edificação da igreja – v. 3-4
5.2. Edificação – ajuda a construir, levantar – não é profecia manipulativa, carnal.
5.3. Exortação – “paraclesis” – palavras que dão força à vida, encorajamento.
5.4. Consolação – acalma as tempestades do medo, ansiedade. Leva refrigério.
5.5. Produz convencimento de pecado – v. 24-25 – Julgado: o efeito da palavra profética é revelar ao homem o seu estado. Todo o seu interior é sondado e exposto. Aquilo que ele escondia no coração, vê reprovado e julgado e ele só pode atribuir isto à atividade de Deus. Reconhece Deus agindo na igreja.

CONCLUSÃO

· A conclusão deste capítulo pode ser sintetizada em três verdades básicas:
1) Edificação – v. 1-5,26b;
2) Entendimento – v. 6-25;
3) Ordem – v. 26-40.

Edificação
– v. 1-5 – Paulo corrige os equívocos da igreja de Corinto que dava mais valor ao dom de variedade de línguas do que o de profecia; mais valor à edificação pessoal do que a edificação da igreja, mostrando que a profecia é superior às línguas. Paulo usa dois argumentos: Primeiro, profecia fala aos homens, línguas falam a Deus (1-3). As línguas não são usadas para pregar o evangelho. Uma pessoa não fala em línguas: “meu servo…”. Isso é adulterar o sentido das línguas. Segundo, profecia edifica a igreja, enquanto línguas edifica apenas a pessoa que fala (4-5).


Entendimento
– v. 6-25 – Paulo quando fala de entendimento usa três ilustrações (6-11): instrumentos musicais, trombeta que convoca para guerra e conversação interpessoal. Depois Paulo faz algumas aplicações (12-25): 1) Para a própria pessoa que fala – v. 12-15; 2) Para outros crentes na assembléia – v. 16-20; 3) A aplicação final de Paulo é para os descrentes que vinham à assembléia em culto público – v. 21-25 – Aqui Paulo mostra mais uma vez a superioridade da profecia sobre as línguas. As línguas sem interpretação jamais podem trazer convicção de pecado aos pecadores. Em vez disso, se um incrédulo entrar na igreja e ver todos falando em outros línguas pode pensar que todos estão loucos.

Ordem – v. 26-40 – Há duas ordens que devem sempre vir juntas no culto público: 1) Seja tudo feito para edificação – v. 26b; 2) Tudo, porém, seja feito com decência e ordem – v. 40. A igreja de Corinto tinha sérios problemas com a ordem do culto (11:17-23). Eles estavam usando seus dons espirituais para agradar a si mesmos e não para a edificação de toda a igreja. A palavra chave deles não era edificação, mas exibição. Paulo então dá várias orientações de ordem à igreja: Primeiro, tanto o falar quanto o interpretar no culto público precisa ser feito com ordem (27-33). Onde o Espírito de Deus está agindo há auto-controle. Êxtase é evidência de que o culto não está sendo dirigido pelo Espírito Santo. Segundo, as mulheres não podiam quebrar a ordem do culto público (34-35). As mulheres oravam e profetizavam na igreja (11:5), mas no caso aqui as mulheres estavam importando suas atitudes das religiões de mistério e conversando durante o culto ou interrompendo aqueles que falavam com práticas extáticas. Terceiro, os crentes precisam estar alertas sobre o perigo de novas revelações que vão além da Palavra de Deus (36-40). Através destes versículos Paulo estava corrigindo aqueles crentes de Corinto que estavam dizendo: “Nós não precisamos da ajuda de Paulo. Não precisamos estudar a Bíblia. Não precisamos ter pastores formado nos seminários. O Espírito fala direto conosco”. Uma das marcas do verdadeiro profeta é sua obediência ao ensino apostólico.


“Não é lícito aos homens, nem mesmo aos anjos, fazerem, nas Santas Escrituras, qualquer acréscimo, diminuição ou mudança. Por conseguinte, nem a antiguidade, nem os costumes, nem a multidão, nem a sabedoria humana, nem os juramentos, nem as sentenças, nem editos, nem os decretos, nem os concílios, nem as visões, nem os milagres se devem contrapor as estas Santas Escrituras; mas, ao contrário, por elas é que todas as coisas se devem examinar, regular e reformar”
(Artigo V da Confissão Reformada da França, adotada em 1559).


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Texto de Hernandes D. Lopes
Fonte: http://hernandesdiaslopes.com.br